Biotecnologia

Participação em Biotecnologia em Minas Gerais

A biotecnologia tem um papel importante no aumento da produtividade agrícola; na área de saúde, por meio da elaboração de novos medicamentos, vacinas e kits diagnósticos; e na área de energia potencializando a produção de bicombustíveis.

No plano de desenvolvimento estratégico do Estado, o setor de Biotecnologia e Ciências da Vida é um dos prioritários. Minas Gerais conta com seis incubadoras e três aceleradoras, além da presença de três pólos e três parques tecnológicos que desenvolvem atividades sinérgicas com o setor de Ciências da Vida. O Estado é considerado um dos principais pólos de Ciências da Vida do Brasil, sendo impulsionado pela excelência das Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) presente no Estado. O mapa a seguir apresenta a distribuição de instituições de incentivo ao setor de ciências da vida no Estado.

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O setor se beneficia das políticas públicas formuladas para estimular o crescimento e a competividade de sua indústria tecnológica. Vale destacar a promulgação da Lei Estadual de Inovação em 2008 e a criação do Sistema Mineiro de Inovação (SIMI) que tem por finalidade promover a convergência e a cooperação de diversos atores para desenvolver a inovação no Estado, além do Programa de Incentivo à Inovação em Minas Gerais (PII). O Estado ainda conta com um programa de apoio a startups conhecido como “Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development” (SEED), que oferece capital, treinamentos e espaço de coworking aos empreendedores selecionados, e, mais recentemente, o BioStartup Lab, programa de aceleração de idéias e projetos focado nas áreas de Ciências da Vida.

A região metropolitana de Belo Horizonte é considerada o maior cluster biotecnológico do Brasil, atuando de forma competitiva no mercado da América Latina e outros mercados internacionais, na área de saúde humana, saúde animal, meio ambiente e agronegócios.

 

Entre os diversos produtos e serviços, destacam-se:

  1. diagnóstico molecular;
  2. kits de diagnóstico e os reagentes para a Análise Química;
  3. biomateriais;
  4. vacinas e medicamentos;
  5. equipamentos de automação e dispositivos médicos.

 

APL Mineiro

Os Arranjos Produtivo Locais (APL) de Biotecnologia em Minas Gerais são reconhecidos internacionalmente pela grande quantidade de empresas conglomeradas nas diversas regiões – desde produtoras de bens e serviços finais até fornecedoras de insumos, fabricantes de equipamentos, prestadoras de consultoria e serviços biotecnológicos. Atualmente, Minas Gerais se destaca no setor de biotecnologia, tendo três importantes polos de destaque: o de Viçosa, o do Triângulo Mineiro e o da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Áreas de Atuação

A principal área de atuação é a de Saúde Humana (44,8%), como consequência da vocação histórica do estado na produção científica e tecnológica relacionada a diagnósticos e outras soluções médicas. Por outro lado, as empresas de Biotecnologia mineiras também atuam no desenvolvimento de soluções em Agronegócios, principalmente nas áreas relacionadas a Saúde Animal, como reprodução, diagnóstico molecular e produção de vacinas (Biominas Brasil, 2014).

Saúde Humana

Considerando o subsetor de produtos de saúde, estão instaladas em Minas Gerais mais de 400 empresas de Tecnologia e Inovação, que trabalham nas áreas de saúde humana, saúde animal, meio ambiente e agronegócio. As principais aplicações da biotecnologia para a indústria farmacêutica são as seguintes: i) suporte à pesquisa e ao desenvolvimento (P&D) farmacêutico, de modo geral; ii) desenvolvimento e produção de biofármacos; iii) desenvolvimento e produção de kits e reagentes para diagnóstico; iv) desenvolvimento e produção de vacinas; v) terapia gênica; e vi) terapia celular ou de reposição de órgãos e tecidos (BNDES Setorial, 2009).

Melhoramento Genético

Minas Gerais possui Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) que são referência em melhoramento animal e vegetal. A EMBRAPA e a EPAMIG se destacam na proteção de cultivares, as duas possuem colaborações com universidade mineiras como UFLA, UFV e UFU. A UFV desenvolve projetos nas áreas de Ciência Vegetal para melhoramento genético na agricultura. Em Uberaba, instalado na sede da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), fica o Polo de Excelência em Genética Bovina. Esse polo foi criado em 2009 pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (SECTES) com o objetivo de desenvolver a genética animal em Minas Gerais

Investimentos

Os investimentos públicos no parque produtivo e de desenvolvimento tecnológico levaram o Estado de Minas Gerais a se tornar um dos mais inovadores na América Latina. As iniciativas de órgãos públicos da esfera estadual e federal, como o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o BNDES, a Finep e a Fapemig tem contribuído com financiamentos para atender às áreas prioritárias para o governo. Como exemplo, o BDMG atua em diversas ações para fomentar o financiamento de atividades de inovação, dentre as quais se destaca a participação, como cotista, nos fundos Criatec II e Criatec III.

 

O gráfico a seguir apresenta a participação de diversas entidades no financiamento a projetos para o setor de Biotecnologia.

agências inovação

 

Mão de Obra

A segmentação das empresas de Biociências mineiras de acordo com a quantidade de funcionários é ilustrada no gráfico a seguir. Percebe-se que grande parte delas (43,3%) possuem até 10 funcionários, sendo a equipe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) composta, em média, por 5 pessoas. Por outro lado, 57,2% das empresas com mais de 100 funcionários possuem até 10 colaboradores dedicados a esta atividade (Biominas Brasil, 2014).

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A colaboração entre empresas, universidades, instituições e centros de pesquisas é uma característica fundamental para o setor de Biotecnologia. O objetivo da parceria é o codesenvolvimento de produtos ou processos, e o compartilhamento do uso da infraestrutura dessas instituições (laboratórios ou equipamentos).